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Qual a diferença entre DRE contábil e DRE gerencial?

Qual a diferença entre DRE contábil e DRE gerencial?

Qual a diferença entre DRE contábil e DRE gerencial?

Qualquer empreendedor que faz a gestão do seu próprio negócio já se deparou com a sigla DRE, mas você sabe o que é, e qual a importância desse relatório para a sua empresa?

Sobre o DRE

O Demonstrativo de Resultados do Exercício, conhecido como DRE, foi instituído pela Lei de Sociedade por Ações (Lei 6.404/1976) com o objetivo de demonstrar de forma vertical e resumida o resultado de uma empresa durante um período específico.

Para fins legais, ele abrange o período estabelecido como exercício financeiro que, normalmente, vai de janeiro a dezembro (12 meses). Porém, ele também pode ser elaborado mensalmente para fins administrativos e trimestralmente para fins fiscais.

A partir dos números apresentados no DRE, é possível fazer a gestão saudável do seu negócio: quando as receitas são maiores que os custos e despesas, o demonstrativo mostrará um lucro. Caso contrário, o resultado negativo mostrará o prejuízo.

Contábil e Gerencial

DRE Contábil

Durante sua elaboração, as contas podem ter diferentes focos: contábil ou gerencial. No primeiro, o objetivo principal será o cumprimento das exigências legais e fiscais, de acordo com a Lei 6.404 e demais instruções emitidas pela Receita Federal.

Como os contadores elaboram o Demonstrativo?

Independentemente do porte da empresa, os tópicos que devem ser discriminados em uma DRE, assim como a ordem das informações que constam da sua estrutura, são definidas por lei, sem margem para alterações ou personalização de conteúdo. Segue abaixo exemplo de DRE Contábil:

 

  DRE Contábil
(+) Receita Operacional Bruta
(-) Deduções da Receita Bruta
(=) Receita Operacional Liquida
(-) Custo das Vendas de Produto ou Serviços
(=) Lucro ou Prejuízo Operacional Bruto
(-) Despesas Operacionais
(+/-) Outras Receitas e Despesas
(=) Resultado Antes do IRPJ e CSLL
(-) Provisão IRPJ/CSLL
(=) Lucro Líquido ou Prejuízo

 

  • Na Receita Operacional Bruta está toda as vendas ligadas a atividade da empresa realizadas naquele período. Venda de mercadorias não ligadas à atividade da empresa devem, obrigatoriamente, serem registradas em outra conta.
  • As devoluções de vendas, os abatimentos, os descontos comerciais cedidos e os impostos, diminuem (-) a Receita bruta, resultando no valor da Receita Líquida de Vendas;
  • Dessa Receita Líquida, deduz-se o custo das mercadorias e dos serviços vendidos, chegando ao valor de Lucro Bruto;
  • Do Lucro Bruto, subtraem-se todas as despesas financeiras, operacionais, gerais e administrativas e acrescentam-se as receitas operacionais para calcular o Lucro (ou Prejuízo) Operacional Líquido.
  • A partir desse resultado, serão acrescentados (ou deduzidos) os valores não operacionais como as participações de debenturistas, empregados, administradores, partes beneficiárias, etc, chegando ao valor do Lucro Líquido do Exercício (LLE) que é o objetivo final de todo DRE.

DRE Gerencial

Alguns consultores chama a DRE gerencial de DRG, já que o enfoque é gerencial e servirá como referência para a gerência tomar decisões e elaborar as estratégias da empresa, sendo mais flexível variando conforme a necessidade do gestor.

Como os gestores elaboram o Demonstrativo?

Neste não existe uma regra, é um relatório flexível para atender as demandas de cada empresa. O importante é seguir a estrutura sequencial das contas principais, ou seja, Receitas, Deduções, Despesas, Lucro ou Prejuízo. Experimente também usar percentuais para encontrar os maiores “ladrões” da receita. Abaixo um exemplo de como fazer na sua empresa e alguns pontos importante para serem observados:

  DRE Gerencial  
(+) Receita de Vendas 100%
(-) Descontos nas Vendas e Impostos %
(=) Receita Liquida %
(-) Custo dos Produtos ou Serviços Vendidos %
(=) Margem Bruta %
(-) Despesas Variáveis %
(=) Margem de Contribuição %
(-) Despesas Fixas %
(=) Lucro ou Prejuízo do Período %
  • Na primeira linha é apresentada a Receita de Vendas, que apresentará todas as vendas efetuadas naquele período. Como não há regras, ficará a critério do gestor separar ou não as vendas que estão ligadas a atividade da empresa e as vendas que não estão diretamente relacionadas.
  • Notem que há uma variação na estrutura da DRE, dividimos das Despesas Variáveis das Fixas, para assim encontrarmos a Margem de Contribuição.
  • Margem de Contribuição: Esse numero é de extrema relevância para tomadas de decisões, é um dos principais indicadores econômico-financeiro de uma empresa. Ele fala muito sobre seu preço de venda, com ele é possível entender se as vendas são o suficiente para pagar as Despesas Variáveis (àquelas despesas que estão diretamente ligados a produção da mercadoria ou serviço).
  • Por fim temos o resultado líquido, que pode ser positivo ou negativo.

Necessário mas também extremamente útil!

Conforme os negócios vão crescendo, é preciso aumentar as formas de controle e as ferramentas utilizadas para isso, e nisso os DREs são fundamentais. Esse tipo de controle financeiro ajuda os gestores a terem uma visão mais prática sobre as decisões que devem ser tomadas, a fazer provisões mais realistas e a saber se existe viabilidade econômica para determinados investimentos, por exemplo.

Podemos te ajudar nisso!

Conte com os contadores da Personality, sabemos que bons relatório podem colaborar para o sucesso da sua empresa.

 

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