A reforma tributária aprovada em 2023 inaugura uma nova realidade para empresas brasileiras e, em especial, para o setor da construção civil. Com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), em substituição a tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS, o modelo de IVA Dual promete simplificação e transparência. Porém, na prática, essa transição exigirá mais controle, mais informação e maior capacidade de gestão. É nesse ponto que a tecnologia e o compliance assumem papel central.
O período de transição entre 2026 e 2033 será um dos maiores desafios. Durante esses anos, construtoras e incorporadoras terão que lidar simultaneamente com o sistema antigo e o novo. Isso significa apurar dois conjuntos de tributos, calcular créditos distintos e prestar contas a diferentes entes federativos ao mesmo tempo. Tentar gerenciar essa complexidade de forma manual é praticamente inviável e aumenta consideravelmente o risco de erros.
Sistemas de gestão integrados, como ERPs e plataformas fiscais especializadas, tornam-se indispensáveis para lidar com esse novo cenário. Eles permitem registrar notas fiscais de forma automatizada, calcular tributos de acordo com as regras aplicáveis, acompanhar créditos a serem aproveitados e gerar relatórios confiáveis para a tomada de decisão. Além de reduzir falhas, o uso de tecnologia otimiza o tempo das equipes, liberando profissionais para análises estratégicas em vez de tarefas operacionais.
Outro aspecto fundamental é o compliance tributário. A reforma não se limita à substituição de tributos, mas também muda a lógica da arrecadação, que passará a ocorrer no destino da obra. Isso significa que construtoras que atuam em diferentes estados e municípios precisarão monitorar legislações locais com mais atenção. Sistemas que centralizem essas informações e atualizem automaticamente as regras fiscais são essenciais para evitar autuações e garantir conformidade.
Além disso, a gestão eletrônica de documentos fiscais passa a ser um requisito básico. Cada nota emitida ou recebida poderá gerar crédito tributário no novo sistema, mas apenas se for registrada corretamente. Um controle deficiente pode significar perda de créditos valiosos ou até questionamentos por parte do fisco. Plataformas digitais que integram contabilidade, compras e área financeira aumentam a rastreabilidade e a segurança dessas informações.
O uso de tecnologia também favorece a transparência nos contratos. Como os novos tributos serão destacados “por fora” do preço, será necessário detalhar valores em propostas, orçamentos e prestações de contas. Ferramentas de gestão que gerem relatórios claros ajudam a dar mais confiança a clientes, fornecedores e investidores, fortalecendo a imagem da empresa no mercado.
Do ponto de vista estratégico, a automação fiscal e a integração de sistemas podem até se tornar diferenciais competitivos. Empresas que dominarem rapidamente o novo modelo terão mais capacidade de precificar obras de forma justa, evitar custos desnecessários e conquistar vantagem em licitações públicas e negociações privadas.
Por fim, tecnologia e compliance não são apenas uma questão de eficiência, mas também de sustentabilidade financeira. No ambiente pós-reforma, em que erros podem significar perdas de créditos ou pagamento indevido de tributos, estar preparado com sistemas confiáveis é uma forma de proteger margens e assegurar a continuidade dos negócios.
A Personality Contabilidade apoia construtoras e incorporadoras na adaptação a essa nova realidade, oferecendo orientação especializada e ferramentas que integram tecnologia e compliance. Com uma gestão fiscal mais robusta, sua empresa pode reduzir riscos, aproveitar créditos de forma eficiente e transformar a reforma tributária em um aliado da competitividade.

