Estamos em julho, e a Reforma Tributária já é uma realidade que impacta o dia a dia das construtoras e incorporadoras. Com o ano em pleno andamento, a fase de transição exige ações imediatas e ajustes contínuos para garantir a conformidade e a saúde financeira dos negócios. Este artigo explora as mudanças em curso e oferece orientações práticas sobre como sua empresa deve estar se posicionando diante dos desafios e oportunidades deste novo cenário fiscal.
A substituição dos antigos tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) já está redesenhando a estrutura de custos do setor. Para as construtoras, o foco agora é a reestruturação operacional para lidar com a nova forma de cálculo e recolhimento. A complexidade das cadeias de produção exige uma gestão ágil para garantir que a apuração e o crédito dos novos impostos sejam realizados de forma eficiente e sem erros.
A adequação dos documentos fiscais não é mais uma promessa, mas uma necessidade urgente. As empresas que ainda não revisaram seus sistemas de emissão de notas fiscais precisam fazê-lo agora para garantir a conformidade com as regras vigentes do IBS e da CBS. A correta identificação de insumos e serviços e a aplicação das alíquotas atualizadas são fundamentais. A tecnologia integrada é a principal aliada para automatizar processos e validar informações em tempo real.
Como impostos de valor adicionado, o IBS e a CBS incidem em todas as etapas da cadeia produtiva. Na prática atual das construtoras, a dinâmica de créditos e débitos exige um controle rigoroso. A possibilidade de se creditar do imposto pago na aquisição de insumos deve ser aproveitada ao máximo para eliminar o efeito cascata, mas isso só é possível com uma gestão contábil especializada e processos bem definidos.
Com o segundo semestre de 2026 se iniciando, as ações de adequação devem ser priorizadas. Isso inclui a capacitação contínua da equipe, o refinamento dos sistemas fiscais e a revisão periódica dos processos de compliance. A agilidade na resposta às mudanças é o que garantirá a sustentabilidade e a competitividade das construtoras neste novo ambiente tributário.

